Dramaturgia do chá.

Eu bebo, você bebe, nós bebemos e vivemos bêbados.

Meu caos

foi feito de pequenos pedaços meus, que foram tirados aos poucos, por todos aqueles que um dia amei. 

"Escrever frases bonitinhas não é o meu forte. Já até foi, numa época passada, quando eu achava a vida mais atraente. Naquele tempo eu achava que me saía bem com aqueles clichês redundantes, que iam sempre para o mesmo lugar. Mas sabe como é, todo escritor pensa que está escrevendo bem, independente do assunto que está tratando. Até olhar com olho crítico e dizer: “Porra, isso está uma merda”. O problema é que a maioria desses romancistas de hoje em dia acham que estão sim, escrevendo bem para valer, e não olham suas “obras” com o olhar autocrítico. Acham que estão nas alturas, transbordando irreverência, mas não estão. Apenas acham que estão. E continuarão achando que estão, vão morrer pensando que escrevem perfeitamente bem. Esse pessoal não diz a verdade, apenas jogam coisas que não existem no papel para agradar o leitor que está procurando por fantasia, e não por realidade. Não os julgo ferozmente por isso, na fantasia o mundo é melhor mesmo – mas é apenas fantasia, e não passa disso. Como diria Bukowski: “Ficção é a vida melhorada.” Então, fiquem aí, achando que tudo bem, que a vida é isso que vocês escrevem o tempo inteiro, com a superficialidade de um bandido que bate na porta da sua casa lhe dizendo que é agente de saúde e estupra sua mãe, rouba o que tiver para roubar e vai embora. Mas não jogue essa porcaria na minha cara, dizendo que isso é bonito e que eu deveria apreciar porque está nos padrões da literatura culta e é a mais perfeita realidade. Não, cara. Isso não é realidade. A realidade é o que há de mais doentio, podre, sujo, insano, horrendo mesmo. Esse mundo cor-de-rosa que você descreve nas suas folhas de caderno não passa de uma mera alucinação, um sonho inalcançável. Quer escrever ficção? Ótimo, mas tenha isso em mente e assuma para si e para os outros que isso é apenas ficção. Quer escrever realidade? Faça de forma canibalesca, faça o papel sangrar entre uma palavra e outra, faça ele trincar os dentes, gemer, se contorcer de dor. A escrita é assim: ou você escreve o que sente necessidade de escrever, ou escreve o que acha que deveria escrever para agradar os outros. Se você escolher a segunda opção, não trate isso como realidade. Enfie tudo goela à baixo e se engasgue com suas linhas repletas de eufemismo barato. Cague a sua própria merda, mas dê a descarga, tire-a daqui, não a deixe boiando para eu encontrá-la quando resolver ir ao banheiro."
316 notesreblog Junior Lima.
Esse João

Ela dizia.
É um bobo.
Um bobão.
Roubaram na casa dele
Bem mais que pão.
Roubaram de seu peito.
Um miudo e palpitante
Coração.


João Rosa (Não entregue) de Azevedo.

chegou de trem e foi embora de avião.

As pessoas são passageiras. Alguns até demais. Não sei bem cultivar os outros comigo. Alguns ficam por opção, convivência, e outros são amores de férias, verão. De tantos que se vão, ainda temo a solidão completa. É uma agonia profunda e soterrada no dia dia, mas ainda existente.  R. Carneiro 

"Seu coração virou pó?
Pega ele e cheira,
se entorpeça do caos
no qual ele te deixou."
1,157 notesreblog Pedro Augusto, intermediar.